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‘Quem nos salva agora’ reúne o trabalho de Gustavo Ludgero realizado durante o último ano, após a exposição retrospectiva ‘Torremolinos – Galiza - Boa Nova’ (2009) onde expôs grande parte da produção dos últimos dez anos. Com recurso a várias técnicas e formatos (pintura, escultura e fotografia), o artista apresenta uma espécie de síntese conceptual crítica da sua própria produção. Permanecem as influências autobiográficas, as marcas dos lugares e a ironia dos gestos, numa procura de encontro com o essencial. Gustavo Ludgero encarna os seus próprios personagens e torna-se o protagonista da criação, numa atitude de depuração e eliminação do que é acessório. ‘Quem nos salva agora’ assume simultaneamente contornos de gratidão cósmica e de provocação irónica sobre a presença de uma manifesta espiritualidade na produção artística contemporânea.
Vítor Leal Barros
Gustavo Ludgero estudou em Londres, Arquitectura Paisagista, Interiores e Restauro. Como artista plástico expõe desde 1990.
Exposições: 2009, Exposição Individual Retrospectiva – ‘Torremolinos, Galiza, Boa Nova’, Matosinhos; 2001, Colectivo ‘Ibéricos’, Fórum da Maia; 2001, Colectivo ‘Ibericos’, Ayuntamiento de Leon, Leon; 2001, Arco – Galeria Carmen de la Calle, Madrid; 2000, Exposição Individual – Galeria Por amor à arte, Porto; 2000, New Art Barcelona, Barcelona; 1991 a 1997, Realização de 6 exposições em galeria própria, Leça da Palmeira; 1990, Exposição Individual, Espinho.
Esta exposição surge como reflexão do Desenho numa relação directa com os actos performativos quotidianamente adquiridos.
Parti daquilo a que chamo desenho coreográfico como uma forma de fixar um movimento do corpo, ou um pensamento acerca desse movimento.
Pequenas e grandes acções foram estudadas e levadas até à exaustão, num processo de construção de códigos que se instauram no momento da sua execução e vão gerando a própria linguagem do desenho.O gesto passa a ser um elemento primário neste processo. O corpo funciona como motor do Desenho, que memoriza, que repete, que transfere, que limita, que implica, que exemplifica…
Lara Soares
Mestre em Prática e Teoria do Desenho pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Licenciatura em Artes Plásticas pela ESAD C.R. (Escola Superior de Artes das Caldas da Rainha).
Nos últimos dois anos tem colaborado com diferentes estruturas de Arte Contemporânea, onde destaca o trabalho desenvolvido no CENTA [Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas] no âmbito da coordenação e produção de projectos de criação e formação artística. Na área da criação tem realizado várias exposições e comunicações sobre o seu processo criativo.Actualmente coordena o serviço educativo do balleteatro no Porto e colabora com o CCVF em diversas oficinas de formação em Artes Visuais.
O conceito transmitido sugeria o desenvolvimento de um espaço com inspiração nos anos 50, extremamente confortável e feminino. A ideia assumiu contornos de um grande closet ou camarim, transportando para um espaço comercial público a privacidade e o carácter intimista de espaços com tais características. Os tons pastel das paredes e escaparates e o jogo de reflexos criados ao longo do espaço, são aspectos que pretendem transportar os utilizadores para o ambiente de diva dos anos 50, tão caro aos requerentes do projecto.
A construção actual, do início do séc. XX, com cerca de 200 m² distribuídos por dois pisos, encontra-se integrada no núcleo histórico do Monte de Sta. Catarina, em Lordelo do Ouro, Porto. Constitui morada de quatro agregados familiares, em condições de salubridade e conforto extremamente desfavoráveis. O projecto procurou desenvolver tipologias capazes de proporcionar aos seus utilizadores condições de habitabilidade, sem descuidar a importância arquitectónica do edifício no conjunto histórico em que está inserido. Procurou-se devolver à construção primordial as suas características, demolindo uma série de construções anexas que desvirtuavam a sua morfologia. Ao lado, foi projectada uma nova construção, marcadamente contemporânea, essencial para o cumprimento do programa, dada a escassez e exiguidade das áreas úteis da construção mãe. A nova construção estabelece uma relação cordial com a envolvente, respeitando-a ao nível de cércea e desenho das fachadas.