10.1.14

PROJECTOS | CENTRO SOCIO-CULTURAL EM REINOSA









O conceito do projecto para o Centro Sociocultural de Reinosa nasce a partir da ideia de ‘mercado’ enquanto lugar de encontro e aglutinação da sociedade. Desta forma nasce um mercado para as artes, um veículo de divulgação da cultura local. A partir das paredes pré-existentes que definem a silhueta do embasamento do novo edifício, sobrepõe-se-lhe uma grande nave que abriga todos os usos e actividades do programa desenvolvido. O foyer, grande eixo transversal de circulação no interior do edifício, cruza a escada-auditório que distribui para o mezanino superior. A grande amplitude dos dois espaços, permite-lhes a dupla função de canais de distribuição e concentração de pessoas no interior do edifício. Eventos como ‘flea markets’, exposições temporárias de arte, artesanato ou produtos regionais, concertos e actividades performativas de realização periódica podem e devem acontecer nestes espaços, sem necessidade de recurso a infraestruturas dispendiosas. A estrutura de betão armado, composta por oito colunas em forma de cruz, suporta o volume superior do edifício e define todos os demais espaços interiores, relacionados entre si através de portas de correr em chapa lacada vermelha. A abertura ou fecho das portas pode individualizar ou agrupar as diversas salas, mediante as necessidades dos usos propostos ou da introdução de outros não previstos no programa desenvolvido para o concurso. No piso térreo localizam-se os espaços de uso público permanente (administração, sala de leitura, salas de formação, mediateca, cafetaria e salas de exposição). No mezanino desenvolvem-se os espaços de carácter mais reservado, como as salas de co-working, zona de consulta de internet ou gabinetes de trabalho. A localização destes espaços numa área do edifício independente (mezanino) teve como principal objectivo a possibilidade da sua concessão a profissionais independentes, como forma sustentável de rentabilização económica do edifício e do próprio Centro. O mezanino poderá funcionar como uma incubadora de jovens empresas ligadas às artes, à investigação e às novas tecnologias. Mais do que estabelecer um programa estanque, a nossa abordagem ao projecto procura sobretudo desenvolver um edifício versátil, capaz de ser facilmente adaptável a múltiplos tipos de usos e ocupações. Desliza-o, adapta-lo e usa-o. 

The concept for the Socio-Cultural Centre in Reinosa was born from the idea of 'market' as a place for meeting and concentration of people - a market for the arts, a vehicle for the dissemination of the local culture. From the pre-existing walls that define the silhouette of the new building's basement, overlaps a large volume including all uses and activities of the developed program. The foyer, a large circulatation axis within the building, crosses the stair/auditorium, leading to the mezzanine floor. The large amplitude of the two spaces, gives them the double function of distribution channels and crowd spaces inside the building. Events like 'flea markets', temporary art, crafts and regional products exhibits, performing concerts and periodic activities can and should happen in these spaces, without resorting to costly infrastructures. The reinforced concrete structure, comprised by eight cross shaped columns, supports the upper volume of the building and defines all others interior spaces, related to each other by red lacquered sliding doors. Opening or closing it, can individualize or group the rooms, accomplishing the needs of the proposed uses or introducing others, not foreseen by the program. Slide it, adapt it and use it.