18.11.09

UNDER 35 | APRESENTAÇÃO

O atelier ASVS foi fundado em Fevereiro de 2009, no Porto, por Vítor Barros e Ana Matias e surge como o resultado do trabalho desenvolvido em co-autoria desde 2005. O conceito ASVS estende-se para além da prestação de serviços de arquitectura e urbanismo pela inclusão de uma Galeria de Arte e de um Show-room de Interiores no espaço do atelier. Paralelamente à actividade da Galeria, a ASVS desenvolve um projecto de dinamização cultural que pretende aproximar a arquitectura de outras manifestações artísticas.


Espaço ASVS, Rua de Santa Catarina 678, Porto, 2009
O projecto contempla a recuperação de um edifício oitocentista no centro da cidade do Porto destinado ao Atelier da ASVS Arquitectos Associados.
O programa prevê a criação de uma galeria de interiores no rés-do-chão, de uma galeria de arte no primeiro piso e do atelier de arquitectura no segundo piso.
Os espaços recortados da tipologia primordial foram transformados em três salas com cerca de 50m² cada. Caracterizam-se pela sua amplitude e versatilidade e respondem ao programa sem condicionarem a possibilidade de transformação imediata numa tipologia de habitação. Respeitaram-se os sistemas tradicionais de construção de alvenaria de pedra e vigamento de madeira. O desfasamento entre a cota de entrada e a cota do logradouro no interior do lote obrigou à criação de um saguão permitindo a entrada de luz natural nos pisos inferiores.
A fachada principal foi restaurada de acordo com o projecto original, disponível no Arquivo Histórico Municipal, respeitando o desenho das cantarias e azulejaria. As caixilharias foram simplificadas e pintadas de cinza escuro oferecendo ritmo e modernidade à fachada. [www.asvs.pt]


Mário Pinto, Patrícia Ribeiro, Arquitectos. O atelier surge como resultado do trabalho que os arquitectos Mário Pinto e Patrícia Ribeiro desenvolvem desde 2004. Sedeado no Porto, desenvolve projectos nas áreas de recuperação, arquitectura e urbanismo. Valoriza a interpretação das situações e procura dar-lhes respostas abrangentes. Em cada projecto procura desenvolver, a partir dos aspectos programáticos, urbanos e ambientais, uma identidade arquitectónica particular que incorpore e gere valores culturais válidos para além do sítio.

Quarteirão Pelames, Porto
A Unidade de Intervenção denominada de “Quarteirão Pelames”, delimitada pela Rua dos Pelames, Rua do Corpo da Guarda, Travessa de S. Sebastião e Rua Escura, está inserida no Morro da Sé, área nuclear do Centro histórico da Cidade do Porto, classificada como Património Mundial pela UNESCO e integrada na área de Intervenção Prioritária (AIP) Sé – Vitória, definida no âmbito do Masterplan para a Revitalização Urbana e Social da Baixa do Porto.
Localizado na charneira entre o tecido urbano medieval, o eixo Almadino (Rua Mouzinho da Silveira) e o eixo do inicio do séc. XX (Avenida D. Afonso Henriques), o QUARTEIRÃO, insere-se num contexto urbano heterogéneo, marcado por descontinuidades e rupturas de escala mas também vincado pela estreita continuidade com a estrutura medieval que persiste.
Este longo trabalho de investigação e concretização de um projecto de reabilitação num quarteirão do Bairro da Sé, no Centro Histórico do Porto, constitui uma oportunidade de intervir no contexto de revitalização da Cidade histórica.


NPS surge em 2005, como concretização empresarial do trabalho desenvolvido em conjunto desde a conclusão da nossa licenciatura, em 2000. O começo surge de forma espontânea, mas com o decorrer do tempo as intenções e concretizações começaram a ser mais consistentes. Com a experiência e resultados obtidos através da participação em concursos e trabalhos desenvolvidos com privados, inicia-se a aventura NPS.


Regeneração Urbana do Centro Histórico de Sabrosa
Um território ‘assente’ numa identidade própria.
A região do Alto Douro, envolve o Centro Histórico de Sabrosa, mas não o percorre.
A confusão e a relativa desordem não permitem uma solução integrada, entre o território e o lugar. Surge a questão reincidente, de qual o caminho a seguir, como instituir uma ordem que potencie o Lugar.
A procura levou-nos a inferir álibis no que a região de forma implícita e tímida nos sugeria. As intenções, intuições, emoções foram ao encontro de um material local, elemento suporte de toda a intervenção. O granito amarelo de Sabrosa torna-se a matéria ora plástica ora tectónica que orienta a proposta.
Toda a composição que se sucede se baseia na uniformização e estruturação de todos os elementos constituintes, característicos de uma intervenção de arranjos exteriores. Quanto à organização dos espaços, a intervenção contém na sua narrativa dois capítulos distintos: Um mais intimista, o ‘casco’ histórico, com ruas exíguas, prioritariamente de uso pedonal, com lajeado central, transmitindo uma escala humana, e um mais urbano, a Rua do Loreto, com o arruamento equipado com 2 faixas de rodagem e baias de estacionamento, reperfilando uma área mais vocacionada aos fluxos e rituais urbanos.
A narrativa vais sendo pontuada por espaços de permanência, cuja escala vais crescendo à medida que nos aproximamos dos paços do concelho, aí tudo se revela:
Uma plataforma com a configuração de uma anfiteatro que se debruça sobre a paisagem, ao encontro de si mesmo.
Acreditamos que assim a composição esteja em sintonia. A Região e o Lugar. [www.npsarquitectos.com]


Parq Arquitectos foi formado em 2008 pelos arquitectos Luís Campos, Pedro Nuno malho e Tiago Torre, após diferentes experiências profissionais com Guedes+deCampos, Herzog&deMeuron e Armazém de Arquitectura. Têm desenvolvido projectos de escalas diferentes desde pequenas remodelações de habitações até planeamento urbano, destacando-se o 1º premio no Concurso para a Sede da Junta de Freguesia de Portimão (co-autoria de João Monteiro) e o Loteamento de 42 habitações em Paços de Ferreira.


Junta de Freguesia de Portimão
O 1º prémio no Concurso da Junta de Freguesia de Portimão baseia-se na definição de 2 núcleos diferenciados ao nível funcional e de linguagem, em que a volumetria nova, por oposição à existente, foi pensada leve e transparente, protegida do sol por uma grelha metálica à imagem das tradicionais portadas mediterrânicas de ensombramento. É introduzida uma forte componente paisagística que actua no sentido de aproximar os diferentes tempos do edificado, onde espécies gramíneas resistentes e de fácil manutenção permitirão uma aparência de conjunto que invocará uma presença de verde não totalmente domesticada. [www.parq.pt]


Flush foi fundado em Setembro 2008 em Copenhaga, Dinamarca, e trabalha nos campos da arquitectura, urbanismo e paisagismo. Flush é liderado pelos arquitectos Mariana Pinhal e Thomas Raben-Lange. O escritório tem participado em concursos públicos como forma de obter projectos e, ao mesmo tempo, encontrar a sua forma de trabalhar e o significado do Flush. A selecção dos concursos é baseada nos programas mais interessantes, com o intuito de experimentar e descobrir a sua abordagem à arquitectura.

Urban Forest, Toftegårds Plads Syd, Copenhaga
Proposta vencedora de um concurso internacional público para a recriação de uma praça em Copenhaga (Toftegårds Plads Syd).
O conceito passa por uma construção que define e distingue dois espaços urbanos particulares: a praça e o parque. A praça é um elemento funcional servindo-se do piso da cidade, enquanto o parque tenta criar um mundo aparte do existente onde a natureza se impõe e é privilegiada. A praça existente é um espaço perdido, rodeado de elevado tráfego automóvel e de edifícios culturais, apresentando uma poluição elevada do solo.
O objectivo da proposta é criar uma espécie de verde urbano, através de árvores para filtrar o ruído da envolvente sem perder a transparência da praça, bem como, limpar o solo contaminado. Em combinação com as árvores propôs-se uma plataforma que suporta um espaço verde recreativo, um parque elevado que se expande sobre um manto de betão. Um refúgio, onde se encontra privacidade e tranquilidade a partir das copas das árvores, conseguindo assim, a oportunidade de observar o movimento da cidade como uma imagem panorâmica. A plataforma funciona igualmente como tecto da praça, baseado num jogo de cheios e vazios numa estrutura aberta sem ditar qualquer movimento, proporcionando uma variação de espaços cobertos e descobertos, que podem trabalhar independentes ou em conjunto, respondendo a pequenos ou grandes eventos.
Propõe-se ainda espaços onde se desenvolvem funções específicas como serviços públicos, activando e colmatando necessidades inerentes à praça e aos edifícios envolventes, com o intuito de atrair todas as faixas etárias. [www.flush-arch.dk]


a.oficina foi fundada em 2005 e funciona como uma rede que se divide em colaboração e co-autoria. Enquanto co-autores partilha e discute ideias, realizando um trabalho hermenêutico de interpretação, diálogo e crítica, indo ao encontro da noção de ‘Projecto Aberto’ que desenvolve. No âmbito da colaboração, é uma ‘equipa s.o.s.’ dando uma resposta adequada ao aumento do volume de trabalho ou na realização de serviços especializados para ateliers de arquitectura.



Concurso Público de Ideias para a Requalificação do Castelo de Arraiolos“CADA LUGAR TEM UMA ALMA PRÓPRIA” (Norberg-Schulz).
Tentar compreender a vocação de Arraiolos - não incorrendo no risco de lhe retirar sentido, de alienar, duma certa forma, esse “lugar-em-si” - foi a nossa preocupação.
O Castelo de Arraiolos é uma “Figura Memorial” , tem o poder de enraizar os seus habitantes no espaço e no tempo.
“CRIAR O NADA” a partir de um declive pré-existente é a essência do Projecto e do castelo em-si.
É ele que vai gerar toda a dinâmica: o desejo de não danificar a memória dum local, uma geometria que quase temos medo de tocar para não estragar. Damos-lhe movimento, dinâmica e uma certa “vertigem”. Provocamos-lhe uma tendência: o “eu” se faz “outro”, o estrangeiro se faz eu. [http://www.oficina-de-arquitectura.blogspot.com]


af ARQUITECTURA surge no seguimento do percurso que António Ferreira tem vindo a desenvolver com diferentes experiências académicas e profissionais. No percurso como arquitecto, tem valorizado a proximidade directa com as pessoas, numa resposta adequada, ao que pensa ser o exercício da arquitectura, transformando os condicionalismos como a base das soluções, tendo como suporte a criatividade comunicada através do desenho e expressa na obra.


Balneários de apoio a um campo desportivo, Vale de Madeiro, 2009
O volume construído, desenvolve-se no encaixe de um muro no terreno que absorve o edifício, de forma a desenhar o espaço envolvente do campo desportivo. Este gesto procurou potencializar o lugar, como solução para a necessidade de construir.
Tendo por base, conseguir um baixo custo e um curto tempo para a execução, recorreu-se ao bloco de betão leve, como matéria do construído. Rapidamente se transformou, numa base de medida para o desenho, estandardizando o processo construtivo com o módulo de 50 x 20. Nesta regra surge aparentemente o aleatório, com a inversão do bloco de betão para blocos de vidro, pela necessidade de captar luz natural. O bloco de Betão aparente, destaca o cinzento como cor natural, que transmite uma ideia bruta e inacabada a semelhança do próprio lugar e toda a envolvente.

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