A ASVS agradece a todos participantes na apresentação do Projecto Mapaprovisório e em especial à Lara Soares pela disponilidade e excelente conversa que nos proporcionou no passado Sábado. Mapaprovisório, bem como toda a actividade do CENTA (Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas) mostram como a Arte Contemporânea, nas suas manifestações mais ou menos conceptuais, pode estar muito próxima do quotidiano num contexto rural como o de Vila Velha de Ródão, cumprindo com sucesso o seu principal objectivo - comunicar.

(...)Num dos últimos ensaios publicados de Allan Kaprow, 'Art Which can't be Art' (1986), esta condição paradoxal é assumida pelo próprio título. 'Arte que não pode ser arte' é, como a expressão de Paul Ardenne, uma contradição em termos. Ao contrário das práticas desenvolvidas a partir do 'ready made' duchampiano, o modelo de Kaprow não implica necessariamente a convergência no espaço legitimador das instituições artísticas. Ao invés, assume essa deslocalização (como agora se diz a propósito das empresas) como parte de uma reflexão experiemental sobre as interferências entre o gesto artístico e o gesto quotidiano. Trata-se, frequentemente, de acções mínimas, que prescindem de audiência e visibilidade, e cuja função é desautomatizar os gestos e as sequências dos nossos actos mais quotidianos, de modo a experimentá-los na sua dimensão performativa (mesmo quando não são performances). (...)
in 'Mapaprovisório', Paulo Luís Almeida

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