22.12.09

14.12.09

POST IT | FLEA MARKET

Sábado, dia 19 de Dezembro, entre as 15h e as 20h vai-se realizar no r/c da Garagem de Passos Manuel, no Porto, a sétima edição do Flea Market, feira de segunda mão da invicta.
Neste mês natalício decidimos ocupar um novo espaço e fazer a Grande Venda de Garagem de Natal onde mais de 35 vendedores trocarão o 4º andar dos Maus Hábitos para descer ao r/c da mítica Garagem de Passos Manuel. Neste local vintage estarão à venda todo o tipo de objectos em segunda mão desde roupa, passando por música, fotografia e também se poderá comer e beber ao som de “Funk & Hammond Grooves” do Dj Fernando Dias e mais tarde do Dj ApartD22. A Ladra do Norte tem vindo a crescer muito rapidamente e a ganhar um público variado e fiel. Sendo já considerado um evento representativo do Porto alternativo o Flea Market – A Ladra do Norte – pretende continuar a crescer e a explorar os espaços míticos da cidade do Porto.
A par de cidades como Londres, Madrid, Nova Iorque etc nasce a necessidade de criar mais uma iniciativa cultural que possa incentivar o mercado da segunda mão e por sua vez engrossar a agenda cultural alternativa da cidade do Porto. Há muito que a feira da Vandoma perdeu a sua expressão deixando, assim, a cidade invicta sem representação neste campo.
O Flea Market é uma iniciativa original de Barcelona e representada em Portugal pela S.P.O.T – Sociedade Portuense, Outras Tendências Lda.

12.12.09

ASVS INTERIORES | NATAL

A ASVS Interiores renova showroom com mobiliário específicamente desenhado para a quadra natalícia. Para uma informação detalhada sobre a gama de produtos contacte-nos através de http://www.asvs.pt/ ou por tel/fax 220 937 444.

RECITAL | CANÇÕES LUSITANAS PARA CANTO E PIANO

Numa tarde chuvosa e fria de Outono, Melissa Fontoura, Nádia Fidalgo e Eduarda Freitas transformaram a Galeria ASVS num espaço intimista e aconchegante com a poesia de João Negreiros e melodias portuguesas de outros tempos. A ASVS agradece às interpretes e a todos os presentes o serão agradável que proporcionaram.

10.12.09

CONFERÊNCIA DE ARQUITECTURA | UNDER 35

A ASVS agradece à Fnac Santa Catarina, aos ateliers participantes e a todos os presentes na Confererência de Arquitectura Under 35, realizada no passado dia 28 de Novembro.
A diversidade de abordagens e tipologias dos projectos apresentados contribuiu para uma reflexão sobre a importância dos lugares e suas identidades.

2.12.09

RECITAL | CANÇÕES LUSITANAS PARA CANTO E PIANO


Melissa Fontoura (piano) e Nádia Fidalgo (soprano) interpretam obras de Croner de Vasconcelos, Luíz de Freitas Branco, Francisco Lacerda, Vianna da Mota e José Afonso acompanhadas por Eduarda Freitas na leitura de poemas de João Negreiros, Camões, Herberto Hélder, Eugénio de Andrade, entre outros. A música e a palavra, questionando, em português, um sentido de identidade colectiva. Na Galeria ASVS, Sábado, 5 de Dezembro, pelas 16.00h.

Melissa Fontoura
, pianista, natural de Vilarandelo, concelho de Valpaços - Vila Real. Iniciou os seus estudos de pianos aos 6 anos de idade com o Professor Francisco Dieguez Doutel na Escola de Música Osnabruck, passando depois pelo Conservatório de Guimarães, Conservatório do Porto, onde realizou o exame de 8º grau com 18 valores. Frequentou a Escola Superior de Música do Porto onde terminou, em 2006, o Curso Superior de Piano. Ao abrigo do Programa Erasmus frequentou, em 2003, o Conservatório Superior de Música de Trieste, Itália, onde desenvolveu estudos nas áreas do piano solo, música de câmara, coro e leitura ao piano com o pianista Massimo Gon.Frequenta o Mestrado em Performance na Universidade de Aveiro, no Departamento de Comunicação e Artes onde estuda sob orientação do Professor António Chagas Rosa. É professora de piano no Conservatório Regional de Música de Vila Real.Tem participado em diversos projectos com o Coro da Universidade do Minho (CAUM) e o Sindicato de Poesia de Braga. É co-fundadora de uma Gala de Ópera com a participação de 6 cantores e piano - "Uma Viagem pela história de Ópera"- desde Mozart até à actualidade. Este espectáculo abriu o FUN (Festival de Ano Novo) 2009 no Grande Auditório do Teatro de Vila Real passando depois pelo Teatro de Bragança, Auditório de Chaves e Teatro Constantino Nery.

Nádia Fidalgo, Soprano. Iniciou os seus estudos musicais aos 7 anos de idade. Conclui o Curso Complementar de Formação Musical no Conservatório de Música do Porto com média de 16 valores e Piano, 14 valores. Estudou com Constantin Sandu, Helena Sá e Costa, António Rosado a nível particular e em Masterclass. Frequentou o Curso de Canto no Conservatório de Música do Porto, na classe da professora Palmira Troufa. Foi membro do coro de câmara Dixit e do coro Cláudio Carneyro. Participou em concertos na Igreja da Trindade, Igreja da Trofa, Igreja do Bonfim, Campanhã, Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho, Festival Internacional de Música de Mafra.
Participou na ópera “A Raposinha Matreira” de Leos Janacék, produzida pela Casa da Música e apresentada no Teatro Rivoli do Porto. Foi um dos elementos do coro feminino da ópera “O diário de um desaparecido” de Leos Janacék, inserida no Curso de encenação de ópera da Fundação Calouste Gulbenkien, apresentado no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, no Fórum de Almada e no Auditório da Fundação de Serralves.
Participou no Master de canto operático orientado por Ettore Nova e Ambra Vespasiani em Portugal e em Itália, no Ripatransone Ópera Festival.
É licenciada pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto ano do Curso de Canto, na classe do Prof. José Oliveira Lopes.
Foi solista da Ópera "Casinha de Chocolate", de Huperdinck, como Joãozinho, na Casa da Música, no Porto, sob a batuta do maestro António Saiote.É docente de piano na Academia um Música Maiorff, Colégio Clip do Porto e Academia de Pedroso. Foi responsável pela prática coral na Associação Asas de Palco, em Guimarães.

Eduarda Freitas, nasceu em Vila Real em 1976. Jornalista, trabalha actualmente na RTP – Antena 1 e colabora no jornal EXPRESSO desde 2002. Já passou pela SIC, Diário de Notícias e Bola Magazine, entre outros.
É co-autora de dois livros infantis: «Uma bola sem fronteiras», editado pela Prime Books em 2004 e «O ataque do rei mosquitão» publicado e distribuído em Moçambique pela Texto Editores, em 2009, num projecto de luta contra a Malária.
Em 2008 fez o curso de Realização de Documentários, na Escuela Internacional de Cine y TV de San San Antonio de los Banõs, em Cuba. Pela Associação Cine dos Pobres, fez um curso de Curtas-Metragens, em 16mm. Frequentou também uma formação em Guionismo, pela Associação de Dramaturgos de Portugal no ano de 2007. Fez pré-produção no Documentário «Entre nós» de João Pedro Marmoto. É co-autora do projecto «Ficçarte - pintura com poesia», desde 2005. Recentemente participou no espectáculo de poesia «Inspiração é Respirar», com elenco do Teatro Universitário do Minho. Frequenta o Conservatório Regional de Musica de Vila Real, na classe de Piano.

18.11.09

CONFERÊNCIA DE ARQUITECTURA | UNDER 35



A ASVS organiza, com o apoio da Fnac Santa Catarina, a conferência de arquitectura ‘Under 35’. O evento insere-se no contexto ‘Identidade e Lugar’ e reúne um conjunto de projectos de jovens arquitectos (com menos de 35 anos) pondo em evidência experiências e práticas em lugares e culturas distintas. Contará com a participação dos ateliers ASVS (pt), MP Arquitectos (pt), NPS (pt), PARQ (pt), Flush (dk), A.Oficina (pt) e af-arquitectura (pt). A conferência terá lugar no auditório da Fnac de Santa Catarina, Sábado, 28 de Novembro pelas 18.00h.

UNDER 35 | APRESENTAÇÃO

O atelier ASVS foi fundado em Fevereiro de 2009, no Porto, por Vítor Barros e Ana Matias e surge como o resultado do trabalho desenvolvido em co-autoria desde 2005. O conceito ASVS estende-se para além da prestação de serviços de arquitectura e urbanismo pela inclusão de uma Galeria de Arte e de um Show-room de Interiores no espaço do atelier. Paralelamente à actividade da Galeria, a ASVS desenvolve um projecto de dinamização cultural que pretende aproximar a arquitectura de outras manifestações artísticas.


Espaço ASVS, Rua de Santa Catarina 678, Porto, 2009
O projecto contempla a recuperação de um edifício oitocentista no centro da cidade do Porto destinado ao Atelier da ASVS Arquitectos Associados.
O programa prevê a criação de uma galeria de interiores no rés-do-chão, de uma galeria de arte no primeiro piso e do atelier de arquitectura no segundo piso.
Os espaços recortados da tipologia primordial foram transformados em três salas com cerca de 50m² cada. Caracterizam-se pela sua amplitude e versatilidade e respondem ao programa sem condicionarem a possibilidade de transformação imediata numa tipologia de habitação. Respeitaram-se os sistemas tradicionais de construção de alvenaria de pedra e vigamento de madeira. O desfasamento entre a cota de entrada e a cota do logradouro no interior do lote obrigou à criação de um saguão permitindo a entrada de luz natural nos pisos inferiores.
A fachada principal foi restaurada de acordo com o projecto original, disponível no Arquivo Histórico Municipal, respeitando o desenho das cantarias e azulejaria. As caixilharias foram simplificadas e pintadas de cinza escuro oferecendo ritmo e modernidade à fachada. [www.asvs.pt]


Mário Pinto, Patrícia Ribeiro, Arquitectos. O atelier surge como resultado do trabalho que os arquitectos Mário Pinto e Patrícia Ribeiro desenvolvem desde 2004. Sedeado no Porto, desenvolve projectos nas áreas de recuperação, arquitectura e urbanismo. Valoriza a interpretação das situações e procura dar-lhes respostas abrangentes. Em cada projecto procura desenvolver, a partir dos aspectos programáticos, urbanos e ambientais, uma identidade arquitectónica particular que incorpore e gere valores culturais válidos para além do sítio.

Quarteirão Pelames, Porto
A Unidade de Intervenção denominada de “Quarteirão Pelames”, delimitada pela Rua dos Pelames, Rua do Corpo da Guarda, Travessa de S. Sebastião e Rua Escura, está inserida no Morro da Sé, área nuclear do Centro histórico da Cidade do Porto, classificada como Património Mundial pela UNESCO e integrada na área de Intervenção Prioritária (AIP) Sé – Vitória, definida no âmbito do Masterplan para a Revitalização Urbana e Social da Baixa do Porto.
Localizado na charneira entre o tecido urbano medieval, o eixo Almadino (Rua Mouzinho da Silveira) e o eixo do inicio do séc. XX (Avenida D. Afonso Henriques), o QUARTEIRÃO, insere-se num contexto urbano heterogéneo, marcado por descontinuidades e rupturas de escala mas também vincado pela estreita continuidade com a estrutura medieval que persiste.
Este longo trabalho de investigação e concretização de um projecto de reabilitação num quarteirão do Bairro da Sé, no Centro Histórico do Porto, constitui uma oportunidade de intervir no contexto de revitalização da Cidade histórica.


NPS surge em 2005, como concretização empresarial do trabalho desenvolvido em conjunto desde a conclusão da nossa licenciatura, em 2000. O começo surge de forma espontânea, mas com o decorrer do tempo as intenções e concretizações começaram a ser mais consistentes. Com a experiência e resultados obtidos através da participação em concursos e trabalhos desenvolvidos com privados, inicia-se a aventura NPS.


Regeneração Urbana do Centro Histórico de Sabrosa
Um território ‘assente’ numa identidade própria.
A região do Alto Douro, envolve o Centro Histórico de Sabrosa, mas não o percorre.
A confusão e a relativa desordem não permitem uma solução integrada, entre o território e o lugar. Surge a questão reincidente, de qual o caminho a seguir, como instituir uma ordem que potencie o Lugar.
A procura levou-nos a inferir álibis no que a região de forma implícita e tímida nos sugeria. As intenções, intuições, emoções foram ao encontro de um material local, elemento suporte de toda a intervenção. O granito amarelo de Sabrosa torna-se a matéria ora plástica ora tectónica que orienta a proposta.
Toda a composição que se sucede se baseia na uniformização e estruturação de todos os elementos constituintes, característicos de uma intervenção de arranjos exteriores. Quanto à organização dos espaços, a intervenção contém na sua narrativa dois capítulos distintos: Um mais intimista, o ‘casco’ histórico, com ruas exíguas, prioritariamente de uso pedonal, com lajeado central, transmitindo uma escala humana, e um mais urbano, a Rua do Loreto, com o arruamento equipado com 2 faixas de rodagem e baias de estacionamento, reperfilando uma área mais vocacionada aos fluxos e rituais urbanos.
A narrativa vais sendo pontuada por espaços de permanência, cuja escala vais crescendo à medida que nos aproximamos dos paços do concelho, aí tudo se revela:
Uma plataforma com a configuração de uma anfiteatro que se debruça sobre a paisagem, ao encontro de si mesmo.
Acreditamos que assim a composição esteja em sintonia. A Região e o Lugar. [www.npsarquitectos.com]


Parq Arquitectos foi formado em 2008 pelos arquitectos Luís Campos, Pedro Nuno malho e Tiago Torre, após diferentes experiências profissionais com Guedes+deCampos, Herzog&deMeuron e Armazém de Arquitectura. Têm desenvolvido projectos de escalas diferentes desde pequenas remodelações de habitações até planeamento urbano, destacando-se o 1º premio no Concurso para a Sede da Junta de Freguesia de Portimão (co-autoria de João Monteiro) e o Loteamento de 42 habitações em Paços de Ferreira.


Junta de Freguesia de Portimão
O 1º prémio no Concurso da Junta de Freguesia de Portimão baseia-se na definição de 2 núcleos diferenciados ao nível funcional e de linguagem, em que a volumetria nova, por oposição à existente, foi pensada leve e transparente, protegida do sol por uma grelha metálica à imagem das tradicionais portadas mediterrânicas de ensombramento. É introduzida uma forte componente paisagística que actua no sentido de aproximar os diferentes tempos do edificado, onde espécies gramíneas resistentes e de fácil manutenção permitirão uma aparência de conjunto que invocará uma presença de verde não totalmente domesticada. [www.parq.pt]


Flush foi fundado em Setembro 2008 em Copenhaga, Dinamarca, e trabalha nos campos da arquitectura, urbanismo e paisagismo. Flush é liderado pelos arquitectos Mariana Pinhal e Thomas Raben-Lange. O escritório tem participado em concursos públicos como forma de obter projectos e, ao mesmo tempo, encontrar a sua forma de trabalhar e o significado do Flush. A selecção dos concursos é baseada nos programas mais interessantes, com o intuito de experimentar e descobrir a sua abordagem à arquitectura.

Urban Forest, Toftegårds Plads Syd, Copenhaga
Proposta vencedora de um concurso internacional público para a recriação de uma praça em Copenhaga (Toftegårds Plads Syd).
O conceito passa por uma construção que define e distingue dois espaços urbanos particulares: a praça e o parque. A praça é um elemento funcional servindo-se do piso da cidade, enquanto o parque tenta criar um mundo aparte do existente onde a natureza se impõe e é privilegiada. A praça existente é um espaço perdido, rodeado de elevado tráfego automóvel e de edifícios culturais, apresentando uma poluição elevada do solo.
O objectivo da proposta é criar uma espécie de verde urbano, através de árvores para filtrar o ruído da envolvente sem perder a transparência da praça, bem como, limpar o solo contaminado. Em combinação com as árvores propôs-se uma plataforma que suporta um espaço verde recreativo, um parque elevado que se expande sobre um manto de betão. Um refúgio, onde se encontra privacidade e tranquilidade a partir das copas das árvores, conseguindo assim, a oportunidade de observar o movimento da cidade como uma imagem panorâmica. A plataforma funciona igualmente como tecto da praça, baseado num jogo de cheios e vazios numa estrutura aberta sem ditar qualquer movimento, proporcionando uma variação de espaços cobertos e descobertos, que podem trabalhar independentes ou em conjunto, respondendo a pequenos ou grandes eventos.
Propõe-se ainda espaços onde se desenvolvem funções específicas como serviços públicos, activando e colmatando necessidades inerentes à praça e aos edifícios envolventes, com o intuito de atrair todas as faixas etárias. [www.flush-arch.dk]


a.oficina foi fundada em 2005 e funciona como uma rede que se divide em colaboração e co-autoria. Enquanto co-autores partilha e discute ideias, realizando um trabalho hermenêutico de interpretação, diálogo e crítica, indo ao encontro da noção de ‘Projecto Aberto’ que desenvolve. No âmbito da colaboração, é uma ‘equipa s.o.s.’ dando uma resposta adequada ao aumento do volume de trabalho ou na realização de serviços especializados para ateliers de arquitectura.



Concurso Público de Ideias para a Requalificação do Castelo de Arraiolos“CADA LUGAR TEM UMA ALMA PRÓPRIA” (Norberg-Schulz).
Tentar compreender a vocação de Arraiolos - não incorrendo no risco de lhe retirar sentido, de alienar, duma certa forma, esse “lugar-em-si” - foi a nossa preocupação.
O Castelo de Arraiolos é uma “Figura Memorial” , tem o poder de enraizar os seus habitantes no espaço e no tempo.
“CRIAR O NADA” a partir de um declive pré-existente é a essência do Projecto e do castelo em-si.
É ele que vai gerar toda a dinâmica: o desejo de não danificar a memória dum local, uma geometria que quase temos medo de tocar para não estragar. Damos-lhe movimento, dinâmica e uma certa “vertigem”. Provocamos-lhe uma tendência: o “eu” se faz “outro”, o estrangeiro se faz eu. [http://www.oficina-de-arquitectura.blogspot.com]


af ARQUITECTURA surge no seguimento do percurso que António Ferreira tem vindo a desenvolver com diferentes experiências académicas e profissionais. No percurso como arquitecto, tem valorizado a proximidade directa com as pessoas, numa resposta adequada, ao que pensa ser o exercício da arquitectura, transformando os condicionalismos como a base das soluções, tendo como suporte a criatividade comunicada através do desenho e expressa na obra.


Balneários de apoio a um campo desportivo, Vale de Madeiro, 2009
O volume construído, desenvolve-se no encaixe de um muro no terreno que absorve o edifício, de forma a desenhar o espaço envolvente do campo desportivo. Este gesto procurou potencializar o lugar, como solução para a necessidade de construir.
Tendo por base, conseguir um baixo custo e um curto tempo para a execução, recorreu-se ao bloco de betão leve, como matéria do construído. Rapidamente se transformou, numa base de medida para o desenho, estandardizando o processo construtivo com o módulo de 50 x 20. Nesta regra surge aparentemente o aleatório, com a inversão do bloco de betão para blocos de vidro, pela necessidade de captar luz natural. O bloco de Betão aparente, destaca o cinzento como cor natural, que transmite uma ideia bruta e inacabada a semelhança do próprio lugar e toda a envolvente.

17.11.09

APRESENTAÇÃO | PROJECTO MAPAPROVISÓRIO


A ASVS agradece a todos participantes na apresentação do Projecto Mapaprovisório e em especial à Lara Soares pela disponilidade e excelente conversa que nos proporcionou no passado Sábado. Mapaprovisório, bem como toda a actividade do CENTA (Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas) mostram como a Arte Contemporânea, nas suas manifestações mais ou menos conceptuais, pode estar muito próxima do quotidiano num contexto rural como o de Vila Velha de Ródão, cumprindo com sucesso o seu principal objectivo - comunicar.


(...)Num dos últimos ensaios publicados de Allan Kaprow, 'Art Which can't be Art' (1986), esta condição paradoxal é assumida pelo próprio título. 'Arte que não pode ser arte' é, como a expressão de Paul Ardenne, uma contradição em termos. Ao contrário das práticas desenvolvidas a partir do 'ready made' duchampiano, o modelo de Kaprow não implica necessariamente a convergência no espaço legitimador das instituições artísticas. Ao invés, assume essa deslocalização (como agora se diz a propósito das empresas) como parte de uma reflexão experiemental sobre as interferências entre o gesto artístico e o gesto quotidiano. Trata-se, frequentemente, de acções mínimas, que prescindem de audiência e visibilidade, e cuja função é desautomatizar os gestos e as sequências dos nossos actos mais quotidianos, de modo a experimentá-los na sua dimensão performativa (mesmo quando não são performances). (...)

in 'Mapaprovisório', Paulo Luís Almeida

11.11.09

APRESENTAÇÃO | PROJECTO MAPAPROVISÓRIO


Lara Soares apresenta na Galeria ASVS o projecto Mapaprovisório no próximo Sábado, 14 de Novembro, pelas 16.00h.

Mapaprovisorio é um projecto de criação artística contemporânea que pretende afirmar uma plataforma de investigação experimental, colocando frente a frente as problemáticas da Arte Contemporânea com o tecido social envolvente.
Desde 2007, tem-se desenvolvido no formato de residências de criação/reflexão e conta com a participação dos artistas: Ana Trincão, André Banha, João Bento, Lara Soares e Rute Magalhães, todos de formação em Artes Visuais e que actualmente exploram outras linguagens como a performance, a escultura/instalação, o vídeo, a música, o desenho e a fotografia.
A apresentação do projecto, em formato documental, servirá para partilhar o processo criativo de 5 criadores que se centram sobre um mesmo espaço e tempo, segundo perspectivas individuais.
Serão apresentados vídeos, fotografias, textos, desenhos, entre outros documentos que servirão de apoio para pensar em conjunto este tipo de práticas de investigação.

23.10.09

CONVERSAS NA CASA VERDE | IDENTIDADE E LUGAR

A tertúlia trimestral da ASVS acontece uma vez mais sob o tema do cartaz: ‘Identidade e Lugar’.
A conversa informal terá como ponto de partida o contágio permanente entre cidade e individuo. Debate-se a influência das condicionantes sócio-culturais dos lugares no processo de construção das identidades individuais e colectivas. Reflecte-se sobre o espaço urbano e questiona-se a representatividade das cidades na afirmação de uma cultura e de uma identidade. Sábado, 31 de Outubro de 2009, pelas 16:00h na Galeria ASVS [Rua de Santa Catarina, 678]

17.10.09

PRESS | ASVS

O Diário de Notícias publica, pela mão de Luís Rocha, um artigo sobre a exposição 'As nossas memórias nos mentem' de Martinho Mendes, patente na Galeria ASVS até ao dia 7 de Janeiro de 2010. O artigo poderá ser lido na íntegra aqui.

ESCRITOS | AS NOSSAS MEMÓRIAS NOS MENTEM



Conhecemos o trabalho do Martinho Mendes a partir de uma colecção privada que vimos no Porto. O trabalho explorava aspectos regionais, específicos da cultura madeirense, numa abordagem paradigmática que nos captou a atenção. Se por um lado há um manifesto carinho pelo artesanato e pela cultura vernacular madeirense através da introdução de elementos associados às suas memórias (a delicadeza dos desenhos dos bordados, os registos do rol de mercearia do seu avô…), por outro, Martinho Mendes, constrói uma espécie de narrativa inconformista no uso acutilante da iconografia da ilha (as casas de Santana, as casinhas de prazer, etc…). A nostalgia de uma Madeira que já não existe e que é exposta a partir das memórias do artista mistura-se com o olhar atento e consciente, numa espécie de paródia crítica, através do recurso a elementos iconográficos tidos como intocáveis, basilares na comunicação de uma identidade colectiva madeirense.
Martinho Mendes questiona a ‘pérola do atlântico’ como um continental questionaria ‘o cantinho à beira mar plantado’. A problemática regional em ‘As nossas memórias nos mentem’ (título da exposição patente na Galeria ASVS) é representativa e manifestamente nacional – um país com um pé no passado e outro no futuro, cujos preconceitos que gerou em torno de si próprio e da sua identidade o impossibilitam de comunicar com sucesso e afirmação num panorama internacional cada vez mais competitivo e exigente.

13.10.09

CONCURSO LOMOGRÁFICO | IDENTIFICA-TE



A ASVS Arquitectos Associados promove em parceria com a Embaixada Lomográfica do Porto o concurso lomográfico ‘Identifica-te’ que tem como inspiração a CIDADE em que vives. Pretende-se que participes com imagens do lugar em que habitas que possam ser o espelho da tua identidade. Procura na tua cidade o edifício, o rosto, a árvore ou o ambiente que te caracteriza.

Agradecimentos:
Embaixada Lomográfica do Porto, Fnac Sta. Catarina, Fotosport Sta. Catarina, Balleteatro (estrutura financiada pelo Ministério da Cultura e pela DGartes)

1.10.09

EXPOSIÇÃO | MARTINHO MENDES

Martinho Mendes expõe pintura, escultura e instalação na Galeria ASVS. A exposição com o título 'As nossas memórias nos mentem' abre ao público no próximo dia 3 de Outubro [15.00h] e estará patente até 7 de Janeiro de 2010. [Rua de Santa Catarina, 678]

Não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos […].
O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio […]
in Cemitério de Pianos, José Luís Peixoto


A exposição individual de Martinho Mendes, associa-se ao núcleo temático lançado para o conjunto de actividades da Galeria ASVS enquadradas no conceito de 'Identidade e Lugar'.
Martinho Mendes apresenta um conjunto de trabalhos onde valoriza e problematiza o próprio conceito de identidade e lugar, partindo de elementos ligados à sua memória colectiva e individual, que retira ou herda do espaço geográfico onde nasceu - a Ilha da Madeira. À maneira de uma grande colagem, juntam-se e justapõem-se referências várias ao espaço insular: o património construído com elementos da arquitectura local ou tradicional, como as casinhas de Santana e de prazer; as suas vivências familiares; algumas actividades económicas locais, com a apresentação dos riscos de bordado Madeira ou antigos registos do rol de mercearia do seu avó...
Em 'As nossas memórias nos mentem', o familiar torna-se estranho e propositadamente inusitado, num procedimento de recombinação, descontextualização, ironia e algum sarcasmo.


Martinho Mendes nasceu em 1981 na ilha da Madeira. Frequenta o mestrado de Educação Artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa desde 2008. É Licenciado em Artes Plásticas – Ramo de Ensino, pelo Departamento de Arte e Design da Universidade da Madeira. É professor de Artes Visuais exercendo actualmente a função de coordenador de serviço educativo e mediação, no Museu de Arte Sacra do Funchal. Participa em exposições colectivas desde 1999 ao nível do contexto regional, nacional e internacional. Em 2006, no Funchal, realizou a sua primeira exposição individual intitulada " A casa na encruzilhada". Foi distinguido com prémios do domínio da fotografia e pintura, nomeadamente no 1º Concurso Nacional de Fotografia da Póvoa do Varzim (2003) e Concurso de Artes Plásticas promovido pela loja do cidadão (2006) no Funchal.

ASVS CARTAZ | OUT-DEZ | 2009

A ASVS apresenta o cartaz de actividades culturais para o trimestre Outubro-Dezembro sob o tema 'Identidade e Lugar'. O conjunto de eventos procura dar ênfase à relação dos indivíduos com o seu meio envolvente, questionando a influência do espaço urbano e das características específicas dos lugares na construção das identidades individuais e colectivas.

EXPOSIÇÃO | JÁ DESENHASTE A TUA CASA?


A ASVS agradece a todas as crianças que tornaram possível o workshop e a exposição 'Já desenhaste a tua casa?' que hoje termina. Os trabalhos resultantes da exposição poderão ser devolvidos a todos os participantes que o solicitarem até ao próximo dia 31 de Outubro.

ASVS INTERIORES | MESA ASVS M02

Mesa ASVS M02 em faia com acabamento walnut oil. Dimensão da mesa fechada 100 x 180 x 75 mm; Dimensão da mesa aberta 100 x 240 x75 mm.


27.9.09

PROJECTOS | UNIDADE HOTELEIRA | PAÇOS DE FERREIRA

O presente estudo preliminar para a edificação de uma unidade hoteleira com classificação de quatro estrelas, sita em Carvalhosa, Paços de Ferreira, prevê o desenvolvimento do novo edifício numa estrutura pré-existente.
A nova construção, com área bruta de 7.560 m², desenvolve-se respeitando a estrutura e perímetro definidos pela construção actual. Foi recortado um grande jardim interior ao nível da cave a partir do qual se desenvolvem os três primeiros pisos do edifício em forma de anel. Sobre a ala sul ergue-se uma torre de quatro pisos que amplia a capacidade da unidade para 92 quartos.

24.9.09

POST IT | MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA CASAS POUCO BANAIS

A S.P.O.T. e a Fortifeio, arquitectura e derivados, juntam-se numa parceria sustentável, para organizar o workshop de "Manuais de instruções para casas pouco banais", nos dias 22, 23, 24, 28 de Outubro e 04 de Novembro.
Este workshop pretende inserir-se no âmbito dos estudos sobre a sustentabilidade na edificação e a comunicação, sendo dirigido a arquitectos, engenheiros,designers ou promotores imobiliários, sensibilizados com as questões ambientais. Apoiados na observação de um caso prático, uma habitação unifamiliar, propõe-se aos participantes a reflexão sobre regras de construção sustentável e processos de comunicação com os utilizadores finais dos edifícios por meio de um manual de instruções. Depois das fases de aprendizagem teórica e de observação de um exemplo pratico, os participantes terão, como trabalho que elaborar um
manual de instruções.
A gestão e logística é da responsabilidade da S.P.O.T. (Sociedade Portuense,Outras Tendências, lda), com colaboração e apoio à coordenação pelo grupoFortifeio ...arquitectura e derivados.
A Ordem dos Arquitectos SRN promove e divulga nos seus meios habituais esta iniciativa, assim como cede o seu espaço de formação para as sessões de apresentação teóricas e de trabalho.
Para efeitos de Admissão na Ordem dos Arquitectos, o presente Workshop equivale a 8 créditos de "Formação Obrigatória em Matérias Opcionais de Arquitectura".
Esta iniciativa conta ainda com a participação do Laboratório de Infografia da U.P., LiderA e BioBurgos.
As inscrições estão abertas até ao dia 17 de Outubro. Toda a informação está disponível em http://www.fortifeio.pt/ ou através do 938 420 801 (Joana Lima).

17.9.09

POST IT | O DESENHO EM RESERVA

Rui Neto, autor de 'Interstícios Urbanos' em exposição na Galeria ASVS, participa na exposição colectiva 'O desenho em Reserva' a decorrer na Biblioteca do Fundo Antigo, Edifício da Reitoria da Universidade do Porto, entre os dias 17 de Setembro e 15 de Outubro.



O DESENHO
EM RESERVA

Em 1881, durante a sua permanência em Paris, Henrique Pousão realizou uma academia de um modelo negro sentado, que deixou incompleta. O desenho que hoje vemos na colecção da FBAUP parece mergulhar-nos no carácter privado das fases da sua realização: a cabeça e o torso perfeitamente modelados em carvão com o esfuminho, enquanto as pernas quase não existem, a não ser pela breve anotação dos contornos que foram espanejados para retirar o carvão em excesso, à espera da imagem prevista.
A imposição da folha de papel e a força cromática do branco, em oposição ao traço negro do desenho, cria o efeito visual de uma ausência relativa, marcada pela recordação ou pela expectativa. A este espaço de inacabamento e antecipação, que parece marcar a própria natureza do desenho, chama-se reserva.
Como outros termos que usamos para nomear o desenho — arrependimento, por exemplo — também este é um termo confiscado de um contexto normativo. Reserva, na acepção jurídica da palavra, significa "pôr à parte num contrato um direito que não se quer exercer de imediato, mas que pode ser reivindicado mais tarde". No desenho, a reserva identifica a manipulação deliberada dos espaços vazios da imagem, adiando para mais tarde o seu preenchimento e a sua conclusão; é a suspensão de um gesto que conserva o espaço para eventuais alterações.
Para além da acepção mais pragmática que pode ter — evidente, por exemplo, nas práticas da gravura e da estampagem — a reserva é também um modo de expressão. As imagens e os espaços mudos da reserva traduzem a vontade deliberada de não terminar; mas são também as estratégias de uma retórica visual que, mediante a elipse da imagem, permitem que as coisas estejam sem estar, sejam ditas sem ser pronunciadas, se mostrem sem ser mostradas.
Esta exposição, inserida nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Henrique Pousão, propõe um percurso interrogativo sobre as definições, apropriações e usos da reserva nas práticas contemporâneas do desenho. Organizada a partir de trabalhos desenvolvidos durante as últimas edições dos mestrados de desenho da FBAUP, «Desenho em reserva» apresenta-se no duplo propósito que esteve na sua origem: por um lado, explorar o campo semântico da reserva no exercício expandido do desenho, uma exploração eminentemente prática, informada pelo percurso artístico de cada autor, e cujos resultados se comunicam enquanto objecto visual; por outro lado, propor uma reflexão aberta e consequente sobre a convergência e os conflitos entre a prática artística e os espaços da investigação.

Paulo Luís Almeida

16.9.09

EXPOSIÇÃO | JÁ DESENHASTE A TUA CASA?

Inaugura no próximo dia 19 de Setembro a exposição dos trabalhos realizados no workshop ‘Já desenhaste a tua casa?’, realizado no passado dia 29 de Agosto na Sala do Conto da Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Os trabalhos dos pequenos arquitectos ficarão expostos até ao dia 3 de Outubro.
A inauguração contará ainda com a entrega de diplomas a todos os participantes: Beatriz Barbosa, Maria Fontes, Tomás Fontes, Raquel Félix, Manuel Félix, Inês Cruz, Afonso Oliveira, Francisco Silvestre aka Loke F., Sofia Pereira, Maria Luís Coelho, Inês Cunha, Rita Pais, Sofia Fonseca e Mariana Fonseca.
[Galeria ASVS, Sábado 19 Set. 14.30h, Rua de Santa Catarina, 678, 4000-446 Porto]

OBRA CONCLUÍDA | IGREJA DA ENCARNAÇÃO | MADEIRA


O projecto equaciona a reformulação de toda a área presbiterial da Igreja da Encarnação, Estreito de Cãmara de Lobos, Madeira, nomeadamente a distribuição e concepção do mobiliário litúrgico, tomando por base as diversas características simbólicas e funcionais destes elementos no decorrer das celebrações no espaço religioso.
A concepção do mobiliário litúrgico nasce a partir do estudo particular do Sacrário, peça de simbologia excepcional, dedicada ao Santíssimo Sacramento, que representa a presença de Cristo como o alimento da humanidade. O sacrário ergue-se sobre o eixo principal do presbitério destacando-se dos demais elementos pela sua verticalidade. A partir de um pedestal com oitenta centímetros de altura executado em cantaria típica da região, ergue-se o cofre da sagrada reserva, uma peça em bronze, desenhada a partir da estilização de uma espiga de trigo, que representa simbolicamente o pão enquanto alimento primordial. Optou-se por desenvolver uma estrutura simples e delicada num metal nobre que conferisse o carácter e dignidade que a simbologia exige.
No sentido de conferir coerência e unidade ao conjunto, optou-se por utilizar a mesma estrutura de bronze nas restantes peças litúrgicas, adequando-a às diferentes necessidades funcionais: no ambão como apoio das sagradas escrituras, no sírio pascal como elemento de elevação da chama, nos pedestais como elemento de suporte das estátuas do quadro da Anunciação e no costado da cadeira como símbolo de presidência.
Em resumo, o conjunto apresenta-se como se todos os elementos nascessem do pavimento de cantaria, com a execução dos pedestais de formas geométricas puras no mesmo material, sobre os quais pousam diferentes estruturas em bronze, de desenho leve e delicado, que conferem função e simbolismo às peças.
Na abside do presbitério foram desenhados três grandes janelões que compõem um tríptico em vitral dedicado a Nossa Senhora da Encarnação com o tema da Anunciação. O tríptico, inspirado nas pinturas renascentista de Fra Angelico, é composto pelas figuras do Anjo Gabriel, de Nossa Senhora e do Espírito Santo, representado por uma pomba branca que, pela luz, abençoa a mãe de Cristo.

24.8.09

OBRA CONCLUÍDA | CAPELA MORTUÁRIA | FREAMUNDE



O prolongamento da vida pela arquitectura.
O projecto dá resposta a uma encomenda privada para construção de um jazigo de família à semelhança dos pequenos mausoléus característicos dos cemitérios portugueses. A construção desenhada assume a volumetria e silhueta tradicionais (planta rectangular e telhado em duas águas) mas contraria a tradição no que respeita ao tratamento da luz e decoração simbólica usada em tipologias com as mesmas características.
Apoiada num sistema construtivo misto de estrutura metálica em ferro metalizado e alvenaria de pedra (mármore), liberta as fachadas principal e posterior das suas funções estruturais tradicionais transformando-as em dois panos de vitral manufacturado em forma de mosaico com quatro tonalidades de azul diferentes.
A iconografia remete para elementos cristãos de preferência pessoal do homenageado e patriarca da família, nomeadamente o desenho da porta a partir de ramos de oliveira, a consagração do altar a Nossa Senhora de Fátima, a cruz recortada na pedra tumular como símbolo de fé cristã, a introdução de uma floreira natural junto ao altar e os dois grandes vitrais.



+ INFO: WWW.ASVS.PT

4.8.09

LEITURAS | PETER ZUMTHOR

(...) A arquitectura tem o seu espaço de existência. Encontra-se numa ligação física especial com a vida. No meu ponto de vista, inicialmente não é mensagem nem sinal, mas invólucro e cenário da vida, um recipiente sensível para o ritmo dos passos no chão, para a concentração do trabalho, para o silêncio do sono.
excerto de 'Para o Silêncio do Sono' in "Pensar a Arquitectura" (GG), Peter Zumthor

28.7.09

WORKSHOP | JÁ DESENHASTE A TUA CASA?


‘Já desenhaste a tua casa?’ é o título da oficina de desenho para crianças dos 4 aos 10 anos que a ASVS organizará no dia 29 de Agosto, pelas 10.30 h, na Sala do Conto da Secção Infantil da Biblioteca Municipal Almeida Garrett. A iniciativa pretende sensibilizar e fomentar o interesse infantil pela arquitectura. O exercício passará pela experimentação em desenho dos seus imaginários espaciais e pela elaboração de um ‘projecto’ para construção e caracterização de uma maqueta em cartão. Os trabalhos dos ‘pequenos arquitectos’ serão posteriormente expostos na Galeria ASVS [Santa Catarina, 678] entre os dias 19 SET e 3 OUT.
As inscrições para a Oficina de Arquitectura são gratuitas e poderão ser feitas através dos formulários disponíveis na ASVS e na Biblioteca Almeida Garrett ou através de www.asvs.pt [contactos] indicando o nome do participante, nome do encarregado de educação, telefone, e-mail e/ou alguma observação que se mostre necessária relativamente ao inscrito (crianças com necessidades especiais). A ASVS e a Biblioteca Almeida Garrett reservam-se ao direito de exigir uma caução no valor de 5,00 EUR no acto de inscrição como forma de garantir a presença dos inscritos. O valor será devolvido no decurso da actividade. A oficina de arquitectura ‘Já desenhaste a tua casa?’ está limitada a 20 participantes.
A iniciativa conta com o apoio da Biblioteca Almeida Garrett e da Câmara Municipal do Porto - Pelouro da Cultura, Turismo e Lazer.

21.7.09

ASVS INTERIORES | SHOWROOM #01



O primeiro showroom da ASVS é composto essencialmente por mobiliário e decoração vintage. As peças de mobiliário e iluminação expostas são artigos únicos e exclusivos, fruto de um trabalho de restauro cuidado, respeitando as características formais dos modelos originais. Para uma informação detalhada sobre a gama de produtos contacte-nos através de http://www.asvs.pt/ ou por tel/fax 220 937 444.

ASVS INTERIORES | SHOWROOM #01



A ASVS INTERIORES é um espaço comercial de venda directa ao público integrado no atelier. O showroom é composto por artigos de mobiliário e decoração de design único, obras de arte e livros relacionados com Arquitectura, Arte e Design. A ASVS INTERIORES procura integrar os seus produtos em bases conceptuais específicas, atendendo às circunstâncias de cada espaço, pela elaboração de projectos de interiores que cumpram as necessidades e exigências do consumidor final.

20.7.09

CINEMA DE ANIMAÇÃO | BREAKING HABITS



A ASVS agradece a todos os presentes e à Casa da Animação, pela colaboração e apoio na realização de 'Breaking Habits', mostra de cinema de animação, realizada no Sábado passado. Lançamos o desafio a todos os participantes a deixar algum comentário sobre os filmes exibidos e sobre a realização do evento. A todos muito obrigado.

POST IT | PASSEIO DE DOMINGO

Uma viagem pelos bastidores de 'Passeio de Domingo', de José Miguel Ribeiro, para ver no Museu dos Transportes e Comunicações (Edifício da Alfândega do Porto).

'Da ideia ao argumento, do estudo de personagens ao desenho técnico, do molde à marioneta... é grande a viagem feita por um filme de animação de volumes, desde que nasce na cabeça do realizador até ao ultimo dia do ultimo acerto em pós produção.' (...)

Ana Oliveira, Realização Plástica


16.7.09

CINEMA DE ANIMAÇÃO | BREAKING HABITS | ALINHAMENTO

A mostra de cinema de animação 'Breaking Habits' que terá lugar no próximo Sábado, 18 de Julho, na Galeria ASVS e que conta com o apoio e colaboração da Casa da Animação - Associação Cultural, pretende oferecer ao público uma selecção das melhores obras produzidas em Portugal entre 2006 e 2008. O programa tem uma duração de 1h 23 min. e será exibido às 16.00h, com repetição às 18.00h. [Rua de Santa Catarina, 678, Porto]

ALINHAMENTO:
1.

YULUNGA [2006, cor, 5’ 46]
Realização: Cristiano Mourato
Produção: ESAD – Caldas da Rainha
Argumento: Cristiano Mourato
Técnica: pintura
Sinopse: Um clip baseado numa lenda de uma tribo. A relação entre o último voo de uma águia e o nascimento de uma criança saudável.
2.

JANUÁRIO E A GUERRA [2008, b&w, 15']
Realização: André Ruivo
Produção: Humberto Santana /Animanostra
Argumento: Adapted by André Ruivo from an original story by Henrique Ruivo
Técnica: Animação 2D
Sinopse: Januário, um pobre curtidor de peles que vive numa aldeia perdida nos montes, recrutado para a guerra. Vive então numa extraordinária aventura que culmina na sua morte e ressurreição.
3.

SILÊNCIO [2007, cor, 7’]
Realização: Irina Calado
Produção: Humberto Santana /Animanostra
Argumento: Irina Calado
Técnica: Animação 2D
Sinopse: E se dentro de cada pessoa existisse uma música única, um código genético composto por notas e escalas... uma melodia que reflectisse tudo o que fôssemos como Ser Humano, como pessoa... as nossas qualidades, os nossos defeitos, os nossos medos, as nossas forças... tudo o que tivéssemos de bom ou de ruim a pulsar-nos nas veias? Imagine agora que tinha a capacidade de ouvir essas melodias... o dom de escutar a alma das pessoas. Esta é a história de um homem assim...
4.

NO PONTO MAIS ALTO DA LUA [2007, cor, 9’]
Direcção: Marina Palácio
Produção: Luís da Matta Almeida, Zeppelin Filmes
Argumento: Virgílio Almeida
Técnica: Outras técnicas
Sinopse: O amor abre gaiolas, devolve a liberdade aos “pintassilgos” e no seu voo reinventamos os nossos sonhos.
5.

TWENTY QUESTIONS [2007, cor, 7']
Direcção: Nuno Costa
Produção: Animation Department - Royal College of Art
Argumento: Nuno Costa
Técnica: Desenho, 3D
Sinopse: Um homem desiludido está cansado. Cansado de estar cansado. Há alturas na vida de um homem em que uma pessoa se pergunta que portas estão abertas, que portas estão fechadas e quais estão irremediavelmente trancadas.
6.

OSSUDO [2007, cor, 13’ 54]
Direcção: Júlio Alves
Produção: Júlio Alves
Argumento: Júlio Alves – Wilson Siqueira
Sinopse: Uma cidade algures em África. Um ser, OSSUDO, sofre uma metamorfose: os ossos transformam-se em carne e a carne transforma-se em ossos.
7.

TODOS OS PASSOS [2006, cor, 5’]
Direcção: Nuno Amorim
Produção: Animais AVPL
Argumento: Paulo Amorim
Técnica: Animação em desenho e 2D
Sinopse: É Outono. No seu quarto Paulo sente falta do calor, dos sons e dos sabores, das cores, do vento desse verão. Paulo desenha e a câmara/papel regista o nascer das imagens, quase ícones, voltando da memória e ganhando forma primeiro, por vezes cor, aqui e além movimento.
8.

CÂNDIDO [2007, cor, 11’ 20]
Direcção: Zepe (José Pedro Cavalheiro)
Produção: Zepe (José Pedro Cavalheiro), Insectos, Lâmpada Acesa
Argumento: Virgílio Almeida, Zepe (José Pedro Cavalheiro)
Técnica: Desenho s/ papel
Sinopse: Cândido nunca a amou. A manipulação é o seu jogo preferido.

14.7.09

CINEMA DE ANIMAÇÃO | BREAKING HABITS


'BREAKING HABITS' é o título da instalação que estará patente na Galeria ASVS no próximo Sábado, 18 de Julho.
Reúne um conjunto de trabalhos de cinema de animação de vários autores e pretende realçar o papel do Desenho no recurso às novas tecnologias de animação digital.
Na Casa Verde, Espaço ASVS, dia 18 de Julho pelas 16h. [Rua de Santa Catarina, 678, Porto]

13.7.09

CONVERSAS NA CASA VERDE | AS FRONTEIRAS DO DESENHO



Realizou-se no dia 27 de Junho a primeira conversa na Casa Verde sob o tema “As fronteiras do Desenho”. Iniciou-se com uma breve apresentação dos convidados, Rui Neto e Sérgio Silva, seguida de uma introdução ao tema, com textos de Merleau-Ponty e Paul Virilio, contrapondo conceitos distintos relativos à percepção e registo do mundo visível.
Rui Neto, falou sobre os trabalhos que integram a exposição ‘Interstícios Urbanos’ e sobre a motivação por de trás da sua concepção. Os trabalhos procuram questionar a eficácia do desenho, na descrição de espaços perceptíveis apenas pelo movimento e a ‘quase’ impossibilidade da sua caracterização no recurso a outras técnicas. Houve quem sugerisse que o trabalho de Rui Neto explora já uma linguagem e um discurso artístico para lá da simples questão da representatividade e da caracterização formal dos espaços, levando a conversa para a uma discussão triangular sobre percepção/memória/comunicação.
Sérgio Silva falou-nos da importância do desenho no ensino, na formação e educação das crianças e adolescentes. Mostrou trabalhos de uma aluna com necessidades especiais, onde se percebia claramente a evolução das suas faculdades cognitivas ao longo do ano escolar, particularmente nas capacidades de percepção, apreensão e comunicação dos conteúdos leccionados.
A conversa terminou de forma descontraída e com sentido de humor, após a realização de um exercício de expressão corporal relacionado com o tema proposto pelo Miguel Cabral.
A todos os presentes, o nosso agradecimento.

29.6.09

POST IT | REFÉNS | TEATRO BRUTO


Até onde poderemos esticar as convicções? É a pergunta que fica quando assistimos à última produção do Teatro Bruto. Consciência versus Sobrevivência, Civilização versus Barbárie, são alguns dos paradigmas que Daniel Jonas (autor) coloca nos personagens atormentados de 'Reféns'.
A peça trouxe-me à memória 'Se isto é um homem' de Primo Levi. Na adversidade, quase tudo que é tido como certo parece desagrupar-se num mar de incongruências e sentimentos contraditórios. Bacigaluppi provavelmente terá tido pensamentos idênticos ao judeu que disse a Levi "Lavar o rosto todas as manhãs, mesmo sem água e sem sabão, é a única maneira de me manter humano". Lenore, a activista política de 'Reféns', baixa pelo afecto o preço da honra; cabe-nos a nós imaginar com que consequências.
Para ver na Fábrica Social / Fundação José Rodrigues. Encenação de Ana Luena com Mário Santos, Pedro Mendonça e Silvia Silva.

IMAGEM: ANA PEREIRA
+ INFO: ÍPSILON